O que é a Adolescência?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a adolescência baseada no aparecimento inicial das características sexuais secundárias para a maturidade sexual, pelo desenvolvimento de processos psicológicos e de padrões de identificação que evoluem da fase infantil para a adulta, e pela transição de um estado de dependência para outro de relativa autonomia.


  • Uma gravidez durante a adolescência desencadeia reacções, nomeadamente no momento da descoberta da gravidez, como o medo, a insegurança, o desespero, a desorientação, a solidão.


  • A gravidez pode ser fruto da vontade ou da falta de informação sobre a sexualidade, saúde reprodutiva e métodos contraceptivos.

  • Pode estar relacionada com aspectos comportamentais, tais como a inabilidade (às vezes inibição) da jovem para negociar o uso do preservativo com o seu parceiro, ou com a despreocupação do rapaz em praticar sexo seguro evitando uma possível gravidez.


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Muitos homens esquecem-se que a contracepção e a prevenção das DST/SIDA não são questões que pertencem exclusivamente ao universo feminino: num relacionamento, as decisões e a responsabilidade sobre a saúde sexual e reprodutiva são de ambos.



  • Muitas adolescentes consideram-se livres do risco de poderem engravidar.


  • Ainda há raparigas que pensam que não podem engravidar logo na primeira relação sexual.


  • Os adolescentes, habitualmente, não conseguem perceber as probabilidades de concepção em cada acto sexual desprotegido.

  • Os métodos contraceptivos são maneiras ou técnicas simples utilizadas por quem pretende manter relações sexuais sem correr o risco de gravidez precoce ou contrair doenças.



MÉTODOS PARA EVITAR A GRAVIDEZ


Pílula

DispositivoaIntra-Uterino

MétodosaCirúrgicos

Preservativo

Tabela

Coito Interrompido

Diafragma

Espermicida

Pílula do dia seguinte

Principais métodos contraceptivos (Informação detalhada disponível em “SEXUALIDADE”)


  • A gestação na adolescência pode colocar em risco a vida do bebé e da própria mãe, cujo organismo ainda não se apresenta completamente desenvolvido e preparado para uma gravidez. Contudo, os riscos podem diminuir com o acompanhamento médico pré-natal efectuado durante toda a gravidez.



Causas da gravidez e maternidade na adolescência:


  • Necessidade de auto afirmação e tendência para assumir riscos, negando a possibilidade de gravidez;


  • Falha no diálogo com os pais sobre a sexualidade desde a infância (pois a educação sexual surge no lar aquando do aparecimento das primeiras perguntas da criança);


  • Imaturidade do processo cognitivo do adolescente, por consequência, inabilidade para avaliar os efeitos a longo prazo das decisões actuais, conduzindo a atitudes negativas sobre o uso de métodos contraceptivos, que são vistos como factor de interferência no prazer sexual que transforma o acto sexual em algo não natural, não compatível com a frequência da relação sexual;


  • Ideias de que a contracepção é responsabilidade do parceiro.



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O número de mães adolescentes que tenta o suicídio é sete vezes superior ao das outras jovens que não têm filhos.


  • Menos de metade das adolescentes que são mães entre os 13 e os 15 anos completa o ensino secundário. Um estudo realizado indicou que em 80% dos casos desistem de estudar.


  • O índice de mortalidade dos bebés, filhos de mães com idades inferiores a 15 anos, é mais elevado do que o mesmo índice entre os 15 e os 19 anos e superior em mais do dobro quando comparado com o índice de mortalidade dos nascimentos entre os 20 e os 34 anos de idade.


  • Segundo estudos realizados nos Estados Unidos da América, mesmo quando sobrevivem, as crianças cujas mães têm menos de 20 anos de idade apresentam com maior frequência atraso mental, malformações, epilepsia, e deficiências neonatais.


  • As crianças em idade pré-escolar, que nasceram durante a adolescência das mães, demonstram maior hostilidade, menor controlo sobre o comportamento e níveis superiores de actividade, comparativamente com as outras crianças da mesma idade.


  • No ensino secundário, os estudantes filhos de mães adolescentes manifestam mais problemas de comportamento do que os outros alunos.


  • As mães adolescentes têm maior probabilidade que as mães mais velhas de vivenciarem uma gravidez e um parto difíceis, apresentando índices mais elevados de toxemia e complicações relacionadas: anemia, peso ou posição irregular do feto e um prolongado trabalho de parto.


  • As adolescentes que dão à luz um filho apresentam menos probabilidade de encontrar um emprego estável, casar, ou de serem completamente autónomas, quando comparadas com mulheres que são mães mais tarde.


  • Todos os anos mais de 70 mil crianças e adolescentes do sexo feminino morrem devido a complicações durante a gravidez e o parto, revela um relatório da ONG Save the Children.


  • A Save the Children indica que uma jovem com menos de 20 anos que tenha um filho corre um risco 50% maior do que uma adulta de morrer na sequência da gravidez ou do parto.




Em Portugal, a taxa de incidência de gravidez na adolescência no ano de 2010 era de 34,4* para os nascimentos, 55,6* para os abortos e 85% das mães adolescentes eram casadas.

(* a cada 1000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade)

(Dados retirados de http://pt.wikipedia.org/wiki/Gravidez_na_adolesc%C3%AAncia)



Portugal tem a segunda maior taxa de gravidez na adolescência da União Europeia, sendo apenas superado pela Inglaterra.

(Dados retirados de http://revistadeimprensa.weblog.com.pt/arquivo/2004/11/gravidez_na_ado.html)



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LINKS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gravidez_na_adolesc%C3%AAncia

http://revistadeimprensa.weblog.com.pt/arquivo/2004/11/gravidez_na_ado.html